(1993) Reconstruir a Aliança

 
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Transcrição:
1ª. Parte:
  A “sacralidade”, não que isso seja um objetivo no princípio – a “sacralidade” – mas porque sacralidade é elevação. É o único meio de chegarmos à “união”. De fato, a sacralidade – o santo – o sagrado, é algo que só tem sentido para a oposição ao profano, para a oposição do mundo, para a oposição à ascendência que o Ser faz à vida externa. Mas, a sacralidade em si, ela não é o motivo que nos move, ela não é exatamente a nossa casa. Ela é uma estalagem ao longo do caminho. E, existem estalagens que, por conter de tal forma concentrados alguns aspectos essenciais da meta, podem parecer a meta…E, a sacralidade, o estado de santidade é um desses…é uma dessas estalagens…
A medida que o Ser se vai despindo das suas identificações externas; e, a medida que ele vai direcionando corretamente a sua identidade para o Divino, essa prioridade vai se instalando – “Vida Santa” vai se instalando. E, a prova é que consiste justamente em não conter o erro à estalagem. É não conter o erro de ficar ali na vida santa; mas, perceber que a vida santa, é um meio de transporte para a união. De fato, com todo nosso conhecimento, com toda nossa boa vontade, com toda a nossa capacidade de serviço – caso ela tenha sido instalada – com toda nossa experiência, com todo esse salto ou “afair” espiritual, que nós adquirimos nos últimos 100 anos, (eu digo 100 anos porque esse é um trabalho que tem sido feito por milênios, mas nos últimos 100 anos a coisa tornou-se consciente) – com todo este…com todo este aparato, a única qualidade que nos colocará à frente a união; e, que é a qualidade que substancia a união, que transfigura um Ser desintegrado num Ser integrado  – a única qualidade é o AMOR. Não existe nenhuma outra qualidade que traspasse o homem, que atravesse o homem, que vá produzir a síntese final. O amor é a gota. É a faísca Divina, que nos transforma no próprio Pai – a partir do qual, nada mais há de se acrescentar, nada mais há a dizer.. É, justamente por isso, que o amor é a maior Lei. Ela é a maior do universo. Todo o universo foi fundado, todo o universo foi erguido, todo o universo foi estruturado em função dessa lei; em função de exprimir esse objetivo. Porque o amor, realmente ele é o “ômega” de todo o processo, ele é o final de todo o processo. De todas as qualidades que traspassam o homem, de todas as qualidades que o Ser…isto não diz respeito ao homem… isto diz respeito ao homem, diz respeito às mônadas, diz respeito ao Avatar, diz respeito aos mentores siderais, às consciências “quadrantes”, diz respeito aos seres galácticos… A única qualidade que o Pai nos pede, a única coisa em relação a qual, o Pai nos pede, a única coisa que o Pai está interessado em nós, é a capacidade de O amarmos. Porque, antes que este amor seja vertido para o meio ambiente, antes que este amor seja vertido para os outros, ele primeiro deve ser o “amar-se a si mesmo”, porque a lei diz: -“Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Enquanto eu não me amar a mim mesmo, eu não vou poder amar os outros. O fundamento da lei, não é “amai os outros”- o fundamento da lei é: “Amai- vos a vós mesmos” ; depois, amai os outros com essa medida, com essa qualidade, com essa convenção. Mas, como é que esse Ser, como é que um ser separado se pode amar a si mesmo? É impossível! Ele pode criar uma série de ficções, ele pode criar uma série de lendas a cerca de si próprio; mas, “amar” no sentido da compreensão da raiz cósmica – ele vai ter que transfigurar esse movimento de união, não de si para si, no sentido do ego separado, mas de si para a transcendência, de si para o Pai. É aqui que surge o amor. E esse é o único amor que nos deve mover. É é o único amor que o Pai quer ver em nós. Não tem outro amor.
                   A única coisa que o Pai nos pede, é que O amemos. Essencialmente, o que o Pai pretende do Ser criado, é que ele manifeste o amor ao Criador; é que ele manifeste esse vórtice, essa vontade, essa aspiração para a união e essa anti-visão no seu próprio núcleo – no âmago do Ser criado – essa anti-visão do que é a união com o Pai. O Pai não pretende que nós O possamos compreender. O Pai não está interessado em nossa apreciação Cosmo-cógnica; na nossa apreciação da gênese do universo; na nossa apreciação da arquitetura cósmica. O Pai não está interessado na nossa qualidade como “ocultistas”, como “cirurgiões do processo cósmico”. O Pai não está interessado na nossa capacidade de interagir, de compreender o universo. O Pai não está interessado na nossa capacidade de organizar a vida, de organizar a nossa relação com o meio. O Pai não está interessado se quer no nosso serviço. Ele não está minimamente interessado no nosso serviço, porque o serviço é uma coisa que é útil ao plano; mas, nós aqui não estamos a falar do plano – estamos a falar do Pai.
                   Todas essas qualidades – entra a ação, a luz oculta, a capacidade de distinguir os fenômenos ocultos, a vontade para servir ao plano, a capacidade de servir ao plano; – todas essas qualidades, são qualidades que dizem respeito ao percurso do Ser; dizem respeito ao movimento do Ser em direção à Divindade, e, dizem respeito ao serviço que o Ser faz ao longo do seu percurso. Mas o objetivo não é servir, o objetivo do Ser criado e aquilo que o Pai pretende que o Ser criado emane, não é um serviço, não é a consciência de serviço, nunca foi…
A consciência de serviço é uma distração ao longo desses teus processos. É uma utilidade ao longo desses processos… se quiserem é um “pragmatismo” – é uma forma direta de compreender a vontade de Deus e de colaborar com Ele. – Tudo isso é útil ao longo do processo, no processo, pelo processo. Agora, a única qualidade, o único estado de Ser, que não tem haver com o processo, mas que é a própria essência da divindade manifestando-se em nós, é o AMOR – essa é a única qualidade que o Pai pretende ver desenvolvida em nós, que o Pai pretende ver instalada em nós. Mas, é o amor a Ele – é a capacidade de amarmos a Ele. E é aqui que surgem as situações: – “No meio de tudo isso, no meio de toda esta caminhada, nós estamos amando o Pai; nós estamos com o amor, reduzindo a zero, a distância que nos separa Dele. Porque o amor reduz a zero a distância que nos separa do Pai. O amor é o momento final; é o momento mais alto. É o momento de coroação; de todo e qualquer processo cósmico”.
                   Quando uma entidade “meta-galática”, ou seja quando uma entidade que supervisiona as galáxias termina a sustentação de um avatara, termina um…
Quando as suas mãos – digamos – deixam de sustentar todo um quadrante cósmico que compreende várias galáxias; e, a essência daquele “quadrante cósmico” é sintetizado no centro cardíaco dessa entidade meta-galática, esta entidade está por um fio distanciado do Pai. Do nosso ponto de vista não há distância nenhuma; mas, do ponto de vista dessa grande entidade, ela tem o seu percurso por percorrer. Ela recolhe no seu lençol de inteligência logoica, ela recolhe todas aquelas estrelas, todos aqueles mundos, quando eles estão prontos para serem novamente absorvidos no seu alento. E, quando ela fez essa absorção, quando aquilo que os hindus chamam “NOITE DE BRAHMA” está completa, esta Entidade meta-galática eleva-se.
                   Não é a inteligência logóica que produz elevação; não é a unipresença, a unisciência dessa Entidade que produz a elevação. Esta entidade funde-se no Pai, exatamente como uma colher de água quando é derramada no oceano. Esta entidade funde-se no Pai, pelo puro amor… pelo puro amor. A essência desse amor que dirige um diretor galático para cima, não é diferente do nosso simples e cotidiano amor a Deus. Existem diferentes potências: – é diferente em grau, em potência… é diferente no ângulo de incidência, é diferente na forma que esse amor, ao mesmo tempo que se dirige para o Pai, ele vivifica um universo de essências – que são as essências que compõem um diretor galático, uma entidade meta-galática. Existem essas diferenças em potência. Mas, a essência, hah…a essência, meus irmãos, é rigorosamente o nosso amor cotidiano ao Pai. É bom que fique presente, é importante que fique presente; que, quando nós olhamos aquela planta, que nos atrai…e, quando nós somos convidados pelo Ser Interno a fazer aquela mudança de consciência e ver que de fato nós não estamos à procura da planta; aquilo que nos atrai, não é a planta, mas a forma com que o Pai fala através da planta. A forma como aquela planta é uma palavra no discurso do Pai; é uma palavra no imenso discurso do Pai, no discurso cósmico… Quando nós percebemos o que estamos ali a fazer, quando olhamos para aquela planta ou para aquela flor; quando há acima da gratidão pela beleza da flor, acima da elegância mental, da elegância intelectual; quando percebemos que aquela flor é um ser lógico, é um ser inteligente, é um ser que manifesta uma organização…e, acima da elegância interna mais abstrata…que nós percebemos que aquela planta manifesta simetria, manifesta um equilíbrio de cores, manifesta uma verdade, mesmo no plano formal, no plano físico ela manifesta uma verdade… acima disso tudo, está o Amor; está a capacidade de nós nos unirmos àquele Ser…Mas depois nós percebemos porque há aquele “clic” na consciência. Nós percebemos que não é aquele ser, é através daquele ser ao Pai. Esse amor que nos parece uma coisa entre os mundos intermédios, parece-nos uma coisa assim, cotidiana; esse amor em essência, é o mesmo amor que anima uma Entidade meta-galática e que faz com que esse imenso rosto – que é uma entidade desse tipo – faz com que esse imenso rosto, essa imensa face do Pai, se recolha no seio do Pai…É sempre o AMOR. É aí que fica no ar a pergunta: – “Nós estamos amando o Pai?” – “Nós estamos realmente comprometidos com essa união?” – “Nós estamos realmente caminhando por essa união? Pelo motivo dessa união?”… O Pai não está interessado minimamente no nosso serviço. Ele não está interessado que o Ser transceda o ego. Ele não está interessado que o Ser elabore uma arquitetura do processo cósmico. O Pai simplesmente procura que o filho, que a criatura, O ame! Nada é quando nós dizemos “procura”… o Pai – a síntese cósmica –  
não tem características psicológicas.  Ele é vazio de qualidades, Ele é vazio de características. Contudo aquela característica em nós, aquela qualidade em nós, que mais rapidamente, mais diretamente, nos coloca no âmago do Pai, e, que não diz respeito ao processo cósmico, portanto, não diz respeito aos obstáculos, não diz respeito aos planos, não diz respeito à interação com a matéria, com as substâncias… a única qualidade é AMA-LO. Ao mesmo tempo que o Pai te atrai para Ele, tu podes atrair o Pai para ti através do AMOR.
                   Quando teu amor por Deus se torna irresistível, quando ele se torna um “SOL” dentro de ti, quando ele se torna a tua verdade fundamental, quando o  amor por Deus se torna a pedra angular de todo o teu processo, nesse momento, és um Ser poderoso! E uma das coisas que tu estás a fazer é atrair o Pai para ti. Não atrair o Pai para ti por um processo de sedução espiritual, não atrair o Pai para ti por um processo de ampliação de estímulos dos teus poderes ocultos, não atrair o Pai para ti porque tu pretendes criar qualquer coisa – isso são outras energias… Quando tu te transfiguras em amor pelo Pai, quando tu percebes que, em essência, tu és apenas uma unidade de amor pelo Pai; tu és um envelope de transporte dessa qualidade…quando tu percebes que é só isso; só isso, nesse momento estás irresistivelmente a atrair o Pai para ti. E Ele responde a esse chamado. Esse, é o único chamado ao qual o Pai não pode resistir. É o chamado do amor por Ele. A esse Ele não resiste!…Mas é o amor por Ele. Não é o amor à nenhuma outra coisa Nele. Não é o amor à nenhuma característica da criação. Não é o amor a nenhum supra-plano. Não é o amor à nenhuma mega-entidade; é o amor por Ele. É o amor a Ele diretamente.
                   O teu raio de amor, que é protegido pelo raio da verdade, pelo raio da vontade…o teu raio de amor, deve ser dirigido ao núcleo da “Estrela Divina”; deve ser dirigido ao âmago do “oceano”. Tu deves lançar o teu amor como quem lança uma sonda, dentro desse oceano infinito. Pode estar certo, que por mais amor que tu envies, por mais amor que tu estejas exprimindo como mônada, por mais amor que o teu Ser esteja processando como combustão; isto é uma ínfima sonda, é um ínfimo submarino que vai fazer uma tênue viagem no oceano cósmico. É um pequenino submarino de vida, que tu permitiste que entrasse ali no oceano cósmico. Mas só o Amor vai produzir a entrada. Só o amor passa pela fronteira. Existe uma alfândega entre o incriado e o criado,  entre o imanifestado e o manifestado, entre o eterno e o atemporal. E essa alfândega… ela é relativamente sensível a todas as qualidades que um Ser possa manifestar. Mas ela é hiper sensível ao Amor. Ela reage, é uma membrana vibrátil – e ela reage imediatamente na presença do amor – e atrai. Porque, aquilo que é do amor, é do Pai, aquilo que vem do amor, vem do Pai e vai para o Pai. Aquilo que é amor pertence ao Pai e o Pai vai buscar, mais cedo ou mais tarde. Mais cedo ou mais tarde, o Pai envia um dardo que recolhe aquela unidade de amor…
                   Quando alguém tenta manifestar o 2º Raio na horizontal, quando alguém tenta e procura manifestar qualquer energia de Raio, ele precisa ter muito cuidado, porque, provavelmente é o mental superior que está a lidar com a energia; e então está a haver uma distorção. Se há alguma coisa que não pode ser evitada, se há alguma coisa que não pode ser ensinada, são as energias de Raio.
A forma mais eficaz de perceber se, verdadeiramente uma energia de Raio está agindo, é através da eficácia da ação. Se estás sentindo, não importa como, que manifesta, naquele momento, uma energia de Raio, mas a ação não é eficaz, não estás a manifestar uma energia de Raio; estás a manifestar um reflexo de uma energia de Raio, num dos teus veículos; mas não estás diretamente a manifestar a energia de Raio. Quando a energia de Raio se manifesta, ela é extremamente eficaz – qualquer Raio – porque se não fosse eficaz não há energia – se é energia, é eficaz.
                   A compreensão do 2º Raio, a compreensão da qualidade que o 2º  Raio trás, não é a de amarmos a criação, não é a que nos amamos uns aos outros, não é a de amar a elegância da criação, a qualidade da criação. Isso irá produzir “sub-aspecto” do 2º Raio. O 2º Raio no homem, é o amor ao Pai. No homem, o 2º Raio é esta irresistível cumplicidade, entre o Ser e o Pai. É esta indestrutível união.
                   Existe uma outra palavra para “amor”, que é a palavra ALIANÇA. Ela foi usada no velho testamento e no novo testamento. Existe a antiga aliança e a nova aliança. Tanto no velho como no novo testamento – ALIANÇA – nesse caso, é o amor do Pai dirigido ao homem. É o amor do Pai, dirigido ao Ser que se eleva.
2ª. Parte:       
                    Ela pode pulsar agora no nosso interior, como memória de que nós somos uma aliança com o Divino. Nós transportamos uma aliança com o Divino. Nós somos o resultado de uma aliança com o Divino. As nossas consciências externas, o nosso “eu consciência”, só é possível, porque existe essa aliança com o Divino, nos nossos níveis profundos.
                   Por que, que a nossa capacidade de amar; por que, que o nosso amor, normalmente falha? Por que, que o nosso amor se esgota? Por que, que o nosso amor, a partir de um certo momento, cessa? Por que, que o nosso amor é limitado? Por que, que o nosso amor atinge algumas esferas e não atinge as outras? Por que, que nós somos capazes de amar o muito belo, mas normalmente, deixamos de amar o menos belo? Por que, que o nosso amor é seletivo? Direcionado? Por que, que o nosso amor falha? Por que, que o nosso amor não cumpre em nós a mesma função que o amor cumpre no Cosmos? O motivo principal talvez… o motivo principal está relacionado com o fato de nós amarmos com o amor “espiritual”, com o amor de alguma forma divinizado; com o amor de alguma forma “sacro”. Contudo, nós usamos esse “gérmen” do verdadeiro amor, direcionando para fora primeiro – começamos por direcioná-lo para fora. Então ele esgota-se. Porque a aliança não está completa dentro de nós.
                   O nosso amor tornar-se indistinguível, inexaurível, imperecível, indestrutível; quando nós completarmos em nós a nossa aliança com o Pai – primeiro a aliança com o Pai – primeiro, é necessário queimar, nos planos…no etérico, o que nos separam da consciência cósmica. E a chama é o amor ao Pai.
                   Este fato é o projétil que tu lanças para cima; e, que vai rompendo as membranas etéricas, até a consciência cósmica. Essa é a lança que tu podes lançar, bem para o centro da tua “estrela interna”. – Primeiro o amor ao Pai, depois nós veremos o que acontece… É certo que se tu determinaste a tua aliança, ou seja, se tu determinaste dentro de um determinado grau, unido, integrado e não desintegrado. Se tu determinaste, integrado…( tu vais começar a integrar)… Se tu és um ser integrado – Tu integras, se tu integras, tu amas, tu amas tudo a tua volta. Porque, se tu és um ser integrado, tu deixas de distinguir o que está dentro e o que está fora; o que faz parte do próprio Ser e o que é o meio. Tu deixas de ter essa muralha que te mantém individualizado, que te mantém centrado nas tuas preocupações…
                   Quando tu determinas a tua aliança; quando tu entras em comunhão com o Pai através do amor, tu deixas de ter a muralha. Então, tudo que está a tua volta, tudo que constitui o teu meio, deixa de estar a tua volta, deixa de constituir o teu meio – és tu próprio! Mas, quando tu próprio já estas em combustão por amor a Deus; então, tudo que é amado intensamente – e sobretudo perfeitamente, torna-se inexaurível, incorruptível… Normalmente o nosso amor falha porque nós entramos na síndrome dos pequenos deuses. Nós permitimos que os pequenos deuses se instalem em nós. Nós agimos como pequeno deus. E, nós agimos como um pequeno deus, antes de ter terminado a aliança com Deus – único. Então nós queremos entrar na síndrome da estrela, queremos começar a irradiar a partir de nós mesmos, amando todas as coisas a nossa volta… Esta é uma forma de amor humano sublime, sutilíssimo; mas não é a aliança completa. Não é o amor divino manifestando-se através do homem. Não é o Amor Divino manifestando-se através do Ser.
                   Terminar a aliança significa completar o circuito energético. E, aquilo que o Pai quer de nós, aquilo que o Pai nos aponta, aquilo que o Pai nos pede – é que o amemos. Aquilo que o Pai nos pede é de total entrega a Ele.
                   Engano fazer essa entrega, porque vai entrar num elevador cósmico. Porque um elevador cósmico pode te levar ao coração das estrelas. Um elevador cósmico pode te levar ao âmago das grandes entidades. Um elevador cósmico pode te levar ao centro da chama dos Grandes Conselhos. Um elevador cósmico pode te colocar em contato com as civilizações mais sublimes deste universo – civilizações de avatares. O amor cósmico pode te colocar nas correntes de energias supra-alumínicas, que te colocam em contato onisciente com toda uma federação inter-galática. Um elevador cósmico põe-te em… faz-te em Ser veloz, rápido, eficaz, útil…mas não é nada disso! Não é para praticar uma astronáutica espiritualizada, uma astronáutica interna, que nós somos convidados a estar prontos aos portais. O elevador cósmico… que não te entregas para entrar num elevador cósmico…Tu entregas porque estás em amor com o teu Criador, porque estás no amor com o teu Criador. O elevador cósmico é uma conseqüência, o passaporte inter-dimencional – é uma conseqüência. Mas não é o objeto. Não é a tua missão como humanidade. Não é o objeto que tu ganhas, porque o Pai vai te oferecer um “payable” mirabulante; o Pai vai te oferecer toda uma elevação, toda uma transformação, mas será sempre um processo de andar visitando… visitando.
Visitando…as muitas moradas do Pai.
                   Agora, o núcleo, aquilo que faz com que o Pai te dê isto, mas sobretudo se dê a si mesmo, é quando tu O atrais para ti, com um amor irresistível. Quando tu atrais o Pai para ti, com um amor semelhante ao amor que o Pai tem por ti; ou seja, quando tu devolves ao Pai o amor que Ele te deu; quando tu devolves ao Pai, o amor que Ele depositou em ti.
                   Repare!… Tu és um Ser.Tu és um Ser incrível. Tu és um Ser maravilhoso. Tu tens um coração que te permite amar. Essa jóia central, essa vida unificante – ela deve ser devolvida ao Pai… às vezes… O Pai coloca esse diamante no teu centro… não coloca essa capacidade para amar…(nem tudo no universo tem capacidade para amar, nem todas as criaturas têm capacidade para amar). Então, o Pai coloca-te essa dádiva e o que Ele quer é que tu devolvas essa dádiva; ou seja, que tu devolvas o amor que Ele te deu, que tu entregues o amor que Ele te deu.
                   É necessário nos anos noventa, em que, correntes do caos, vão começar a impactar as auras grupais e individuais; é necessário desenvolver um dínamo de amor, o mais potente possível, pelo Pai. É necessário restabelecer a ALIANÇA. É vital para a sobrevivência da consciência; é vital para a saúde da consciência que o Ser desenvolva, o mais potente amor pelo Pai. Que o Ser se coloque nesse ponto. Que ele perceba que não é o serviço que interessa. Que não é a estruturação de uma operação planetária que interessa. Que não é nenhum desses aspectos nesse momento, que estão a ser benelizados nesse momento pelo conselho ALPHA-ÔMEGA. Não é nenhum desses aspectos que interessa. Isto é tarefa. Isto é serviço. Isto é missão do “Conselho”. Mas vocês são criaturas cósmicas. Vocês são sementes de estrela. Vocês têm por caminho, o mapa, a síntese de todas as coisas – AMAR O PAI – a síntese de todas as coisas… Só daí, só do amor ao Pai, poderá vir a abundância – só do amor ao Pai. Mas, o rio que pode alimentar hoje, sucumbe… porque essa é a única doença desta humanidade – é o fato dela ainda não ter descoberto a sua verdadeira identidade. È o fato dela ainda não se ter reconciliado consigo mesma – o que aqui vale dizer, é o fato dela ainda não ter entrado em contato com o seu núcleo. É o que aqui vale dizer, que ela ainda não descobriu o amor ao Pai. Esta é a única doença dessa humanidade! Ela ainda não AMA o Pai. E é aí que nasce toda essa “procissão” de misérias, que nós temos desfiladas diante dos nossos olhos, porque, como é que tu vais amar o outro, se tu ainda não te amas a ti mesmo? E, como é que tu te vais amar a ti mesmo, se tu ainda não amas o Pai? O Ser só – realmente – só se terá a si próprio – completamente – quando descobrir qual é o fogo, qual é o centro da sua estrutura e aí ele vai ver o Pai. Porque não há outra coisa… Ou ele ama esse centro, ou ele ama a pedra angular do seu templo, ou ele ama a sua verdadeira identidade – aquilo que ele é – ou ele ama o Pai, ou ele está condenado a errar = uma doença espiritual, psicológica, emocional e física.
                   É NECESSÁRIO RECONSTITUIR A ALIANÇA – É NECESSÁRIO RESTAURAR A ALIANÇA. A aliança foi muito danificada; ela tem muitos inimigos. Mas ela é vida, ela é o caminho, ela é a verdade. E, se nesse momento o trabalho hoje, é o de cada um restaurar em si a aliança; é o de cada um dirigir um dardo de amor ao coração do Pai; é o de cada um se unir com o Pai.
                   Não é um amor espiritual, o amor que nos une ao Pai, o amor que nós podemos gerar, em nós, em direção ao Pai. Não é um amor espiritual, não tem nada a haver com o amor com que normalmente concebemos. Todas as formas de amor que nós concebemos são frutos de uma árvore. O amor ao Pai é a raiz dessa árvore – é a seiva!…Esse é o nosso caminho!
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1 Comentário (+add yours?)

  1. Mr WordPress
    Fev 09, 2011 @ 00:16:08

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